Seu esforço de convencimento, junto ao Governo Peruano, para a preservação do local, fez com que, em 1970, o Instituto Nacional da Cultura peruano declarasse o deserto de Nazca uma área de proteção ambiental. Em 1974, criou o primeiro mapa sobre as figuras. Graças a ela, em um trabalho em parceria com as Forças Aéreas peruanas, sabemos que as figuras representam 18 diferentes tipos de animais e aves, além de centenas de figuras e formas geométricas. Seu trabalho levou a Unesco a conceder o status de Patrimônio Cultural da Humanidade às linhas, em 1994.
Teorias
Segundo as teorias de Maria Reiche, muitas das chamadas Linhas de Nazca guardavam relação com os ciclos e as mudanças climáticas numa espécie de calendário astronômico que mapeava os ciclos de chuvas, sol, os solstícios e equinócios e servia para o planejamento do cultivo de alimentos. Por exemplo, ao estudar a figura da parihuana, ou flamingo (que ocupa uma superfície de 300 metros), Reiche notou que “se pararmos na sua cabeça nas manhãs de 20 a 23 de junho e acompanharmos com o olhar na direção do bico, poderemos observar claramente a saída do sol, exatamente em um ponto de um morro localizado nessa direção”
Uma das primeiras e mais famosas figuras que estudou é a de um macaco com uma cauda em espiral (foto acima). Segundo Reiche, essa figura representava a união da constelação que conhecemos como Ursa Maior e outras estrelas próximas a ela. Já as figuras do golfinho e da aranha tinham relação com Orion.
